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Seguro de Responsabilidade Civil: É preciso conhecer bem o produto para vender sem riscos

11.-Mariana

O mercado apresenta, hoje, como nunca, a ´bola da vez` da comercialização: o RC.

Há muito o terreno no país foi se armando para que a coletividade passasse a viver com os riscos da responsabilidade civil, pessoa física e jurídica.

Ainda que na década de 70 ele começasse a chamar a atenção, por necessidade de proteção, com o considerável aumento dos veículos em circulação, o ramo automóvel dominava a cena, o casco. Foi num ´tapa` que a década de 80 acalentou os danos morais que se estabeleceram nos anos noventa e com eles, quase que de imediato, todos os tipos possíveis e imagináveis de seguros de Responsabilidade Civil passaram a ser gestados. O familiar, agregado ao risco de incêndio, foi apenas uma experiência tímida do que estava por vir. O cachorro mordendo o vizinho era só uma boa isca experimental.

Hoje os seguradores possuem em suas prateleiras as mais variadas e sortidas variedades de produtos com foco nos riscos da Responsabilidade Civil. O que antes era experimental e menos comum, hoje se transformou na realidade de uma centena de contratos prevendo cobertura específica para tudo, hotéis, condomínios residenciais e comerciais, construção etc.

Há, contudo, que se ter, na hora de comercializar, extremo cuidado. O corretor tem de estar muito bem informado sobre o produto que vai vender e a necessidade do cliente a quem vai oferecer. Imperioso que observe muito bem as diversas seguradoras do mercado e o que estão comercializando no ramo. Não basta conhecer o produto superficialmente, ele possui cláusulas excludentes importantes, bens não compreendidos no seguro elencados e, o principal, há pequenas, sutis, mas importantes diferenças de abrangência de uma para outra seguradora.

Imperioso, portanto, saber exatamente o que se está entregando ao cliente.

Noto que as discussões judiciais crescem por sinistros negados por exclusões e isto preocupa saber onde reside o foco do erro. Há que se refletir, corretores e seguradores.

Saudações

Carlos Josias Menna de Oliveira

 

(artigo escrito para a newsletter do SINDSEGRS, Edição nº 1583 – 19 de abril de 2017)

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